Saudades

Há, em algum lugar, uma pequena vila. Não há mais do que dez ou quinze casas lá, todas elas simples. Essa vila está ao sopé (ou seria no meio?) de um morro, com uma única estrada de terra batida levando até lá.
Ao redor, apenas o verde, a mata é cheia e densa, e dá para ouvir o som dos animais lá fora, os pássaros cantando o dia inteiro. Nas casas, as pessoas sorriem ao ouvir a sinfonia marcada, tão bem conhecida.
Seguindo em frente pela rua principal, há uma trilha estreita, quase invisível, que sobe o moro no qual a cidade está, e lá no alto tem uma pedra, escavada pelo tempo, na qual existem degraus para subir. Lá em cima, dá pra ver tudo: a floresta no entorno, os telhados praticamente escondidos da vila e o céu. Sempre tem uma brisa suave soprando lá em cima. De noite, é sentar e olhar as estrelas, sem mais nada em volta, a não ser uma ocasional coruja ou morcego fazendo seu vôo noturno. Lá, o céu é sempre limpo e claro a noite, e o firmamento parece estar ao alcance das mãos, e é fácil se perder naquele mundo pontilhado de luzes e acabar tendo o sol como seu companheiro final, ou alguma das pessoas vendo ver se está bem e lhe dando um dedo de prosa.

Nunca estive ali.

Nunca senti tanta saudade em minha vida como sinto daquela pedra sob o céu esstrelado.

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